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Gestão / Operação
Atualizado 26/04/2026 às 00:02

Gestão / Operação — Organograma, recrutamento, OKRs, rotinas, IA

Gestão / Operação

Organograma, recrutamento, OKRs/KPIs, rotinas, squads, decisão e IA na gestão.

Organograma e Job Design (QRF)

O que é: estruturação hierárquica + visual da empresa, dividindo funções em blocos. QRF (Quadro de Responsabilidades da Função) especifica o que cada pessoa faz e quais métricas influencia.

Quando usar: ANTES de contratar. Evita CEO apagando incêndio, elimina "quem manda em quem", evita sobrecarga de comunicação.

Como fazer:

1. Liste os 3 blocos: Receita (Marketing + Comercial), Produto (Educação, CS, Suporte), Gestão (Financeiro, Jurídico, RH, Ops).

2. Pergunte: "Se eu começasse do zero pra entregar minha meta, qual o time ideal?" (To Be, não As Is).

3. Desenha no Miro: 1 pessoa pode ocupar 2 caixas, mas 1 caixa nunca pode ser de 2 pessoas (cachorro com 2 donos morre de fome).

4. Limita: cada líder no máx 6-10 liderados.

5. QRF por caixa: nome, cargo, quem está acima, top 5 responsabilidades, métricas que influencia.

Parâmetros: 6-10 liderados/líder. QRF foca nas 5 principais.

Exemplos: Miro pra desenhar blocos. ChatGPT pra organizar lista de colaboradores atuais por setor antes de arrastar pro mapa.

Erros: "Personograma" — colocar a caixa onde a pessoa já está na bagunça atual (mistura marketing com contas a pagar).

CEO / Founder Mode

O que é: mentalidade do fundador onde ele NÃO se isola no estratégico (Manager Mode), mas mergulha em gargalos operacionais críticos.

Como fazer:

1. Acompanha métricas primárias diariamente (faturamento, margem).

2. Identifica gargalo #1 (churn alto, CAC estourando).

3. Desce ao tático: entrevista colaboradores, testa ferramentas, revisa comunicações, reestrutura com as próprias mãos.

4. Sobe pro estratégico, delega rotina otimizada. Sobe e desce.

Parâmetros: ~20% no operacional (gargalos), 80% no tático/estratégico.

Exemplo: Artur Ribas (Kiwify) desce no atendimento, resolve bug, escreve mensagem, sobe pro macro.

Erros: delegar a meta e sumir, confiando cego em executivos.

Variações: Manager Mode (criticado — gera empresa engessada).

COO + Gestor de Projetos

O que é: os 2 cargos pra blindar o CEO. COO orquestra execução + pessoas. Gestor de Projetos cobra prazos, métricas, esteiras.

Como fazer:

1. CEO define meta macro.

2. COO traduz: contrata, monta equipes, garante cultura, resolve atrito ("sala sem ar, líder brigou").

3. Gestor insere meta no ClickUp/Notion, cobra diariamente copywriters, editores, tráfego.

4. Líderes reportam ao CEO em checkpoints quinzenais/semanais.

Exemplos: Gabriel Breier tem ambos. Elton Cipriano: gestora de projetos colocou tudo no Notion + Miro pra controlar.

Erros: CEO virar cobrador de tarefas de copywriter. Gestor burocrático que trava criação.

Variações: Auxiliar Administrativo "trator executor" cresce pra COO.

Squads vs Esteira Dinâmica

Squad (fixo): equipe fechada autossuficiente. Velocidade + responsabilidade única.

Esteira: linha de produção, pessoas se mesclam por projeto. Aproveita gargalos e oscilações de tempo.

Como fazer (Squad):

  • 1 Gerente de Squad/Líder.
  • Base: 1 Copywriter VSL, 2 Copywriters Anúncio, 3 Editores, 1 Gestor de Projetos, 1 Dev, 1 Gestor Face Ads.
  • Foca só na lucratividade do próprio funil.

Como fazer (Esteira):

  • Piscina de redatores, editores, gestores.
  • Sprint forma squad temporário (Copywriter A + Editor B + Gestor C). Próxima semana se mistura.

Parâmetros: Squad padrão Six = ~10 pessoas. Empresa 170+ pessoas → Squad. Menores → Esteira.

Exemplos: Six = Squads rígidos (modelo Spotify). Elton Cipriano e Arthur PC = Esteira / Dinâmico.

Erros: Squad fixo + líder incompetente (10 pessoas fracassam).

CSC (Centro de Serviço Compartilhado)

O que é: núcleo de especialistas que NÃO pertence a um Squad — flutua atendendo todos.

Quando usar: funções sem demanda exclusiva por squad ou caras demais pra duplicar.

Exemplo: Gustavo Cezar — Gestor de Projetos, Líder de Edição, Heads de Tráfego ficam no CSC, prestam serviço a todas as equipes.

Variações: agências externas sob demanda preenchem buracos do CSC.

Recrutamento e Testes

Como fazer (método Kelly Eleto):

1. Job Description detalhado — pelo menos 5h escrevendo (requisitos, benefícios, cultura).

2. Funil com formulário (Google Forms / Gupy ATS) pra filtrar curiosos.

3. Entrevista em 4 blocos:

  • Bloco 1 — Desgraça/Pior Cenário: assusta com piores desafios pra ver se corre.
  • Bloco 2 — Vida Pessoal: causas que defende, trajetória (atletas = disciplina).
  • Bloco 3 — Oportunidade: plano de carreira, stock options, virar sócio. Brilhar o olho.
  • Bloco 4 — Perguntas: se ele não pergunta nada → red flag de desinteresse.

4. Matriz de Avaliação:

  • Soft Skills: 0-5 (proativo, flexível).
  • Técnica: 0-3 (0 nada, 1 jr, 2 pl, 3 sr).
  • Modelo de Negócio: 0-2.

Parâmetros: total 10 pontos. Abaixo de 6 = descarta. Recrutamento médio = 20h de trabalho.

Exemplo (The A Method, Artur Ribas): entrevistas pelos 3 últimos empregos, quem era chefe, nota que daria, maior desafio (avaliação 360º).

Erros: contratar Pleno/Sr sem JD claro; mudar a função na semana de entrada.

Variações:

  • Top-down: executivos caros do mercado.
  • Bottom-up: promover estagiários/suporte de dentro (preferência Artur Ribas — alinhamento cultural).

Perfis (DISC, PSD, Cognitivo)

DISC: Dominância, Influência, Estabilidade, Conformidade. Comercial/Closer = I ou D.

PSD (Lemann): Poor, Smart, Deep desire to get rich. Humilde + inteligente + sede profunda. Contrata e treina (aprende rápido + leal).

Teste Cognitivo (Bruno Simantob): perguntas polêmicas durante entrevista pra avaliar consequências de 2ª e 3ª ordem. Fundamental pra Copy e CEO.

Exemplo: contratar engenheiros pra Copy / Tráfego (lógica estruturada — usado pelo Lucas/Six).

Erros: talentos brilhantes mas intransigentes ("eu sempre fiz assim").

Variações: imersão prática de 1 semana antes de efetivar (Six).

Onboarding com Salário Retido

Como fazer (Gabriel Breier):

1. Aceita vaga + metas rígidas (acordado R$ 2.000).

2. 3 meses de teste = paga R$ 1.600.

3. Bate metas? Reintegra R$ 400 retroativos de cada mês + paga R$ 2.000 fixos + bônus/mentoria.

Parâmetros: retenção ~20% por 3 meses.

Erros: parente sem processo seletivo + sem metas (demissão dolorosa depois).

Variações: Freelancer puro sem promessa de continuidade no início (Kelly — sem atrito trabalhista).

Plano de Carreira (Jr / Pl / Sr)

Como fazer (Denis Pereira): divide cada nível em steps (Jr 1-5, Pl 1-5, Sr 1-5).

Tráfego:

  • Júnior: braçal e organização. Farm de contas, troca criativos, planilhas, saldos.
  • Pleno: executa técnica sozinho mas pouca visão macro. Prepara campanha, sobe pré-escala R$ 20-30k, entrega pro Sr.
  • Sênior: autonomia + estratégico. Escala agressivamente (R$ 1MM/dia), spy, resolve buchas sem chamar CEO, treina time.

Parâmetros (PJ, Gabriel Figueiredo edição): Jr R$ 2k-3k, Pl R$ 3.5k-5k, Sr R$ 5.5k-7k+.

Exemplo: agência Denis divide 8 habilidades (4 comportamentais + 4 técnicas) cobradas pra subir steps.

Erros: promover "fazedor" excelente a líder sem skill de ensinar (sênior/líder terrível + perde executor).

Variações: PDI (Plano de Desenvolvimento Individual).

Comissionamento e Royalties

Como fazer:

  • Fixo saudável e seguro, não excessivo (depende da comissão no mês forte).
  • Lucro dividido por Squad / Função (editores e gestores também recebem fatia).
  • Modelo Six (Luka): sem variável mensal pingado pra cargos sem royalty direto. Squad bate meta trimestral de lucratividade → todos recebem dobro do salário do trimestre (ganha R$ 5k → recebe R$ 15k de uma vez).

Parâmetros: bônus Six = últimos 3 salários (dobro do trimestre) — retenção alta.

Exemplos: editores e copywriters fazendo R$ 200k/mês com royalty atrelado a faturamento de projeto milionário.

Erros: dar bônus do squad pro líder que escreveu tudo sozinho (líder falhou em liderar — não merece bônus por trabalhar como operacional).

Variações: Vesting + Stock Options pra sócios e C-Levels (atrela permanência ao equity).

OKRs vs KPIs

OKR: Objetivo macro aspiracional + Key Results que provam que foi atingido.

KPI: números técnicos do dia a dia.

Como fazer:

1. Objetivo (O): SWOT define alvo macro do trimestre. "Aumentar faturamento R$ 1MM."

2. Key Results:

  • KR 1: reduzir chargeback de 10% pra 5%.
  • KR 2: validar 10 VSLs.
  • KR 3: contratar/treinar 3 editores juniores.

3. KPIs setoriais: Play Rate da VSL, CPC, ROAS — observa se ações estão indo na direção da KR.

Parâmetros: meta ideal = Crescimento (faturamento) + Margem (lucro) + Satisfação (LTV/NPS).

Exemplos: "Definição de Feito" na planilha — 100% batido, aceitável, fracasso.

Erros: OKR genérico "cair no mar e remar"; OKR que exige reconstruir empresa em 1 semana.

Variações: Scorecards semanais com cores: Verde (on track), Amarelo (atenção), Vermelho (off track).

FCA (Fato, Causa, Ação) — Reunião Semanal

O que é: reunião tática mais importante do modelo Gustavo Cezar pra diagnosticar funis.

Quando usar: com liderança pra entender status da máquina, oxigenar ofertas, fugir de achismo.

Como fazer:

1. Pauta: números consolidados últimos 7 dias + mês atual (júnior de dados insere antes).

2. Fato: "Funil X parou. Retenção caiu pra 12%."

3. Causa: Líder + Gestor de Tráfego diagnosticam. "Esgotamos os 4 criativos vencedores."

4. Ação: "Produzir 10 variações com ganchos Y/Z + trocar a micro-lead."

5. Plano vai pro ClickUp pra Gestor de Projetos cobrar.

Parâmetros: ~10 pessoas (CSC + Líderes), 30-40min por fonte de tráfego, semanal (segunda).

Exemplos: todos avaliam Top Criativos da semana → plano de replicação de ângulos.

Erros: chegar com problema sem análise prévia (call vira 2h de caça aos números no painel).

Variações: IDS (Identify, Discuss, Solve) — Traction/EOS, citado por João Campos.

Avaliações (Trimestrais, PDI, Nine Box)

Como fazer:

1. Ciclo formal a cada 3 meses (ou 6 pra promoção maior).

2. PDI — 3Cs:

  • Continuar: o que faz bem.
  • Começar: o que precisa aprender pra subir.
  • Cessar: hábitos ruins parar imediatamente.

3. Matriz Nine Box: Performance × Fit Cultural.

  • Alta perf + alta cultura = aumento + liderança.
  • Alta perf + baixa cultura = perigoso.
  • Baixa perf + baixa cultura = demite.

Parâmetros: feedback mensal rápido. Trimestral profundo. 90 dias logo no SR.

Exemplo: Editor Jr 1 → Jr 2: entregou 3 VSLs no mês? 90% prazos no ClickUp? Boa comunicação no Gather (cultura)?

Erros: feedback 360º só por números, sem ver se trata equipe como lixo.

Variações: 360º já no recrutamento (ex-chefes, ex-pares).

Dailies e Weeklys

Weekly (segunda): call por setor / geral de líderes.

  • Pauta: Boas notícias (vitórias) → Scorecard (orçado vs realizado) → Desafios → Plano tático 7d.
  • Termina: "Vocês precisam de mim essa semana?"

Daily: assíncrona (Slack/chat) ou call rápida.

  • "O que fiz ontem, o que vou fazer hoje, bloqueios."

Parâmetros: Weekly máx 60min. Daily máx 10-15min.

Exemplo: Arthur PC — sem daily por vídeo. Mensagem no Google Chat do setor.

Erros: CEO microgerenciar e refazer estratégia no meio da daily; calls de 4h tirando tempo produtivo.

Variações: daily só pra Tráfego (Comitê de Conversão), resto via chat.

Sprint Planning + Backlog de Ofertas

Quando usar: mantém máquina respirando proativamente. Evita "oferta morreu, o que testa amanhã?".

Como fazer (Gustavo Cezar / Filipe Santana):

1. Gestor de Projetos abre template do mês seguinte na 2ª semana do mês atual (10 jan → planeja fev).

2. Histórico: VSLs de lucro últimos 3 meses, separadas por nicho e copywriter.

3. Time de Spy adiciona o que US/BR está escalando + tendências (Google Trends, TikTok).

4. Líderes de Squad debatem + montam Backlog ("Modelar VSL Y com mecanismo Z, avatar X").

5. VSLs caem no Sprint dos copywriters.

Parâmetros: planejamento de fev = 3 semanas antes (2ª de jan). VSL bem processualizada = 7-10 dias de escrita.

Exemplo: focar em Memória porque assertividade do squad em emagrecimento caiu pra 26% no mês anterior.

Erros: reinventar com 10 nichos novos; ignorar dado de faturamento anterior.

Variações: Filipe Santana — reunião domingo à noite com gerentes definindo cabeças dos plenos (2 em nova oferta, 2 melhorando funis velhos, 2 em criativos).

All-Hands

Quando usar: mantém chama acesa, evita silos, engajamento coletivo.

Como fazer:

  • A cada 15 dias ou 1×/mês.
  • Inicia com números (faturamento bateu/não).
  • RH: entradas/saídas, benefícios.
  • CEO: moral, novidades macro (escritório novo), Missão/Visão/Valores.
  • Líderes: pinceladas rápidas dos blocos.

Parâmetros: 30-40min ideais.

Exemplo: Rodrigo Dias fazia All-Hands com transmissão estilo TV pra time remoto.

Erros: problema mesquinho operacional na frente de toda a empresa; reunião arrastando 2h.

Variações: Dashboard aberto 100% do tempo; Reunião de Caixa de sexta pra time visualizar ganhos.

Framework de Decisão: ICE

Impacto + Confiança + Esforço.

Quando usar: recursos finitos, gargalos infinitos. Resolve "síndrome do objeto brilhante".

Como fazer:

1. Lista ações (Nova VSL × Panfleto na rua).

2. Impacto 1-10 (quanto retorno gera?).

3. Confiança 1-10 (probabilidade real de funcionar?).

4. Esforço 1-10 (custo de tempo/recurso) — nota alta = baixo esforço.

5. Soma. Maior pontuação vence.

Parâmetros: 80/20 real = Alto Impacto + Alta Confiança + Baixo Esforço (próximo a 30 pontos).

Exemplo: focar Net Loss por Trial em vez de brigar com CPA diário do Face.

Erros: priorizar Alto Esforço + Baixo Impacto só porque "é legal" (trocar cor do botão esperando dobrar faturamento).

Variações: Matriz Esforço × Resultado (Impacto × Complexidade) no Notion/Excel.

Stack de Ferramentas

  • Notion / Roam: cérebro da empresa (Gustavo Cezar, Alan Nicolas, Arthur PC). Playbooks, Knowledge Base, QRFs, swipe files, scripts, DMP. Roam = linkagem de referências.
  • ClickUp / Asana: Sprints, OKRs, atribuição, prazos com alarme. Regra: "Se não está no ClickUp, não existe."
  • Miro: lousa infinita pra organograma, jornada do funil Hydra (Elton, Tiago Guedes), post-its de estratégia.
  • Trello: básico/antigo. Substituído pelo ClickUp em ops maduras.
  • Slack / Google Chat: dailies em texto assíncrono organizadas por setor (Arthur PC).
  • Gather: escritório virtual 2D. Bonequinhos andando, mesa pra call instantânea ao sentar perto. Combate solidão home office (Six).
  • Frame.io: padrão ouro pra revisão de VSL — pausa no frame, desenha, comenta exato ("aos 2:15 a gota deve aparecer maior").
  • ATS (Gupy / Pipefy): funil de candidatos, currículos, testes técnicos, aprovações.

Agentes de IA na Gestão

Como fazer (Alan Nicolas / Bruno Picinini):

1. Mapeia atividades de padrão (pesquisar papers, categorizar custos do DRE, revisão técnica).

2. Configura Agente via API (CrewAI / n8n / Make).

3. Organograma de IA:

  • Pesquisador: busca DBs e APIs (ingredientes em alta).
  • Crítico/Analista: lê o que pesquisador achou, julga contra regras, decide se é útil.
  • Escritor: dados validados → redige mecanismo único no modelo RMBC.
  • Financeiro: lê PDFs de cartão / conta → extrai pra planilha formatada em segundos.

4. Agentes conversam. Tarefa finalizada vai pra revisão de humano-chave (Gestor de IA).

Parâmetros: Alan Nicolas — equipe de ~45 pessoas. Sem IA, precisaria de 200.

Exemplos: IA da Baseworks (Sérgio Fernandes) como cérebro da agência. Alan Nicolas paga R$ 1.200/mês em ChatGPT Enterprise.

Erros: chat único de IA pra "fazer tudo" (Zero-shot "Crie o negócio todo"); agentes sem backstory/papel claro = retorno genérico.

Variações: No-Code (Make.com) sem programação Python — interliga agentes com e-mails, Slack, planilhas, NF-e.

Criado em 18/03/2026